14/04/2026

Novos nomes buscam renovação na Alego

Em tempos de polarização, novidades como Felipe Mabel apontam para resgate do debate e valor da negociação na nova política

Considerada um dos pilares do regime democrático, a alternância de poder não tem dado o ar da graça na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Nas eleições proporcionais de 2018, os novatos ocuparam 20 cadeiras no parlamento goiano, contra 21 deputados reeleitos. Na disputa seguinte, os detentores de mandatos estreantes conseguiram um tímido aumento: 22 cadeiras contra 19 vencedores de disputas por reeleição. 

Mesmo que modesto, o avanço dos nomes inéditos revela um fenômeno igualmente novo: o surgimento, na cena política, de postulantes à vida pública mais alinhados às demandas de uma sociedade ávida por dinamismo, mas ainda zelosa de valores como a transparência e a responsabilidade com o coletivo. 

Nesse contexto, nomes como o de Felipe Mabel aparecem com um potencial emblemático. Empresário, fisioterapeuta e educador físico, o anapolino tem se destacado como entusiasta do empreendedorismo e de temas vinculados às preocupações do eleitorado mais jovem. Aparece como representante do pensamento industrialista, renovado pela importância da inovação e o embarque da tecnologia em produtos e serviços.

Ao se autodefinir no campo da centro-direita, sinaliza para uma nova abordagem do debate público: o da defesa da política como instrumento de fomento às energias renovadas dos diferentes grupos sociais e econômicos, mas consciente de que o desenvolvimento encontra nas políticas públicas alavancas em vez de freios. Casado, pai de dois filhos, apresenta-se como defensor da abertura ao diálogo e da importância da negociação na prática política. 

Com tais atributos e a partir desse posicionamento, Felipe Mabel quer representar a novidade que seu sobrenome parece contradizer, o postulante à cadeira na Alego é primo do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.